
Desloquei-me (mais a minha freira de pecados) à Livraria Almediana no Atrium Saldanha para a Conferência dos Blogs subordinada ao tema Percursos e Perspectivas com a presença do Prof. Rogério Santos , do jornalista António Granado, a blogger Joana Amaral Dias e Catarina Rodrigues (da organização do 2º Encontro Nacional de Weblogs).
A referida começou como um acontecimente intelectual, uma discurso de Catarina Rodrigues em tudo chato. António Granado e Joana Amaral Dias deram um "safanão" na discussão e trouxeram a verdadeira blogosfera para a mesa. Contou-nos o seu percurso nos blogs e António Granado lançou questões de evolução dos blogs e do bloguismo como jornalismo, apimentando a noite com tiradas nos media nacionais. O professor Rogério Santos frisou a sua perspectiva diferenciando bloguismo e jornalismo. Paulo Querido e o autor do Blasfémias (lamento não ter fixado o nome) problematizaram o assunto, afirmando uma elite bloguista. Os bloggers são uma elite intectual.
Será que são? Esta pergunta problematizarei mais adiante. No entanto não deixei que a noite fugisse sem que lançasse uma questão para a mesa:
"Boa noite, o meu nome é João Dias, sou estudante de Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica Portuguesa onde o Professor Rogério Santos dá aulas, e embora não tenha a legitimidade dos presentes, dado estar nos blogs há pouco tempo, queria saber a vossa opinião sobre um assunto: quando escrevo nos blogs gozo de plena liberdade de criação ou devo estar adstrito a um código de ética?"
António Garrido agarrou na questão e deixou claro que os bloggers gozam de liberdade total. Postam aquilo que querem, aquilo que a sua consciência lhes dita, e a ironia e crítica social não fazem mal nenhum.
Paulo Querido tocou num ponto nevrálgico, o tempo de firmação de credencial e de credibilidade. O jornalista, político ou personalidade pública que se torna blogger traz consigo uma carga de referência e credibilidade que passa para o blog. O blogger anónimo começa do zero, tem um longo caminho a percorrer. Os mesmos falaram ainda do tempo que leva a credibilidade do blogger a morrer, na medida em que o jornalista tem, nas palavra de Querido, "uma almofada que é o jornal que o protege".
Alguém se quer confessar sobre o sucedido? Vamos lá ao confessionário!