
Fernando Pessoa definiu a infância como a idade d’ouro, e o “menino de sua mãe” não poderia ter mais razão, porque quando penso na infância as saudades são mil e as recordações maiores do que as emoções.
Há coisas que não têm preço, e as recordações são uma delas. Fecho os olhos e o horizonte alentejano desperta logo em mim. Vila Nova de Milfontes de minha infância, paisagem das memórias…
Quem não lembra as brincadeiras mágicas tardes a fio, acreditando nos mundos que em nós criámos, jogando à bola em sonhos de estádios nos olhos, vivendo à parte da realidade.
Até o mar era diferente, fonte de inúmeras brincadeiras, enquanto a areia era castelo e estádio de uma imensa vontade de conquistar o mundo.
A infância… socialização primária, chave do equilíbrio da pessoa humana, desempenha o principal papel na personalidade em formação. Um mau ambiente familiar, violência doméstica, tudo pode desequilibrar a ténue fronteira entre o futuro risonho e a perdição.
No entanto fornece as melhores recordações e lembranças de todas, as saudades, o mundo mágico que não mais retorna.
E ENFIM A CRIANÇA QUE HÁ EM NÓS VOLTARÁ PARA GOVERNAR O MUNDO COM BONDADE E MAGIA.
(texto publicado no jornal DESTAK)