
Como os meus paroquianos sabem deixei no ar, antes de ir pregar para outra freguesia de fim-de-semana, um tema que agora retomo.
Os acontecimentos gauleses fizeram-me pensar que "um dia um céu nos cai em cima".
Aqui sou dono e senhor da minha opinião, expresso e expresso-me como muito bem me apetecer.
Eu sou pan-europeu, um europeísta convicto, o que não deve ser confundido com racismo.
Com a adesão de novos países à UE, o alargamento ao leste europeu, corre-se o risco de se perder a identidade europeia. Isto porque esses países não são em nada europeus. Têm uma psicologia soviética, agreste, diferente, inadaptável ao panorâma europeu ocidental.
A Europa quer-se una, uma Federação de países com identidade histórica comum, fechada sobre si, política e economicamente. Os interesses americanos não nos dizem respeito, o comércio com o oriente é uma perda para a Economia europeia, a abertura de mercados em concorrência perfeita e em ganhos mútuos, como preconiza David Ricardo, é um logro.
A abertura ao palco internacional transfronteiriço europeu deve ter por objectivo o auxílio aos povos mais necessitados, interesses geoestratégicos nas áreas da saúde, educação, segurança e alimentação. Nada mais.
A Europa deve ser um grande país, um Império com governos centrais, sem nunca se perder as soberanias individuais. A imigração é feita ao nível interno, um fluxo de translocalização de europeus entre países europeus.
O futuro europeu está por um fio. É preciso mudar a estratégia política ao nível externo, e muito especial da imigração. O futuro europeu passa por governos fortes e profundamente europeístas, não-expansionistas.
O Convento fecha as suas portas. A missa nocturna está dada. Vejam o horário da próxima catequese. Entretanto vão exercitando a crítica e venham lá ao confessionário.